quinta-feira, 20 de março de 2008

Vênus
O mundo capitalista compra tudo. Compra dinheiro, sucesso, fama e glamour, estas, para muitos, são formas de beleza (padronizadas). O mundo prega um padrão, medíocre, de beleza e, pessoas mais medíocres ainda, seguem esse padrão.

Plásticas, um cabelo da moda, roupas e magreza se tornaram a locomotiva do que é belo. O belo é muito maior, transcende essa pequena idéia do que é bonito. O interessante está em tudo. Cada pessoa, cada momento, cada música, cada cabeça tem sua beleza. O bonito está na diversidade, na pluralidade, na miscigenação, na mistura, na diferença, na individualidade, na peculiaridade, na demonstração de afeto.

O ano de 1968 foi um marco. Há 40 anos, coisas belas aconteceram: Os padrões de beleza foram atacados, e se modificaram, as tradições foram atacadas, e se modificaram, os direitos foram exigidos, as diferenças pediram respeito e a vida fluiu.

Para muitos o ano de 1968 freou o consumo e, por tabela, o capitalismo e seus padrões e ordens. Se os jovens, descabelados e, para a época, excêntricos, de Woodstock, da Primavera de Praga e do Maio Francês não tivessem lutado pela individualidade que os governos totalitários e nazi-fascistas tentaram extinguir da Terra, os padrões e a massificação seriam, hoje, mais presentes.

Graças ao respeito às diferenças, presentes em 1968, muitos puderam enxergar que o belo está em tudo e em todos, que o belo é, justamente, o ímpar e que os padrões existentes são formas arcaicas de alienação.

2 comentários:

P disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
P disse...

Sem dizer que em 1968 as pessoas em massa já tinham suas cópias do Sgt Peppers, e isso fazia delas seres muito mais felizes e evoluídos...

:)

"Fashion is a form of ugliness so intolerable that we have to alter it every six months."
Oscar Wilde


:*